sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

LÊDA

Há muitos anos atrás ganhei de um amigo um pedacinho de jornal com esta poesia publicada. (Não era pra mim, e sim de alguém para outra Lêda)
Além do poema, gostei de ver o nome escrito da mesma forma que é na minha certidão de nascimento (com acento circunflexo).

Lêda

É noite
Um lápis a deslizar
Silenciosamente começa a falar
Não imagino por imaginar
Não sinto por sentir
Não amo por amar
Você
Lêda de inspirar
Tenho medo de dar vazão à imaginação
Porque não sei a que altura ela pode me levar
Esse medo tem sentido
Que de repente lá do alto eu posso despencar
E com o nariz no chão a minha cara quebrar
Mas direi que valeu a pena
Essa aventura vivenciar
Por você
Lêda de inspirar
Vale a pena imaginar.

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